Vacilou? Caiu na net!

10 ago

lingua corpoCorre, no submundo virtual masculino, esta máxima que não pára de crescer.

Trata-se de um fenômeno que tem como fórmula a ingenuidade de algumas mulheres por um lado, a escassez de qualidades morais de alguns homens de outro, e o desenvolvimento tecnológico associado à inclusão digital no meio dos dois.

O número de mulheres que “caem na net” cresce de uma forma direta ou indiretamente proporcional ao desenvolvimento da tecnologia que facilita este tipo de fenômeno, que apesar de virtual, tem conseqüências que extrapolam, e muito, o ambiente da rede mundial de computadores.

O “vacilou, caiu na net” funciona assim:

Um casal apaixonado resolve registrar seus momentos de intimidade com fotos ou vídeos. O tempo passa e leva consigo a paixão. O que sobra?

Ciúmes, rancor, raiva, às vezes até o ódio, ressentimento, culpa… Claro que às vezes também resta carinho, respeito, admiração, boas lembranças, amizade… Mas em um ou noutro caso, o que sobra, inevitavelmente, são os registros inapagáveis, pois a memória humana pode falhar, mas os pixels não!

Sempre sobram as tais fotos e vídeos… E onde uma grande parte vai parar?

Na internet! Em diversos sites, alguns especializados em divulgar fotos de ex-namorados ou maridos que rancorosos com suas ex-parceiras resolvem expor os seus momentos de intimidade, cujos registros muitas vezes foram feitos sob o juramento de que seriam apenas uma lembrança para o casal.

Lamentavelmente, dentro da sociedade machista em que vivemos, somente as mulheres acabam tendo a sua reputação manchada com isso. Até porque, como é o homem que edita e seleciona os arquivos ele pode apresentar da maneira mais cômoda que lhe interesse.

Quase todos já ouviram falar de algum caso em que alguma pessoa famosa arrependida das fotos que tirou ou dos vídeos (ou filmes) que gravou, resolveu comprar todos os exemplares existentes… Mas com a internet, não se trata de queimar as fotos reveladas, comprar todas as revistas da banca de jornal ou os filmes do mercado: um arquivo digital é esquivo, é fluído: é incontrolável.

Este fenômeno tem causado grandes impactos na vida de mulheres que confiaram em seus parceiros (ou foram vítimas de hackers, roubo de celular (com fotos/videos), má fé de técnicos de computador etc.) e se decepcionaram vendo, depois do fim de um relacionamento, sua intimidade exposta na internet.

Escrevo este texto para alertar as mulheres. Não sejam ingênuas! A paixão e a confiança não são eternas… E quando elas acabam, podem levar por tabela o seu sossego e a sua privacidade. Aproveitem os momentos a dois (ou a quantos queiram) considerando as palavras do nosso mestre Vinicius de Moraes quando fala do amor: “que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure”. Somente enquanto dure.

Lembrem-se que as melhores fotos, dentro de quatro paredes, são feitas pela memória e daí ninguém pode tirá-las.

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Se alguém tem interesse em ver com os próprios olhos algum site especializado no “Vacilou, caiu na net” é só buscar no google. (inclusive recomendo às mulheres que o façam para refletir um pouco…)

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5 Respostas para “Vacilou? Caiu na net!”

  1. BeL agosto 12, 2009 às 15:04 #

    É Re.. pessoal ta perdendo noçao das coisas, eh demais ja isso, lamentavel que alguem possa se aproveitar da confiança dos outros assim… Realmente fazemos mil e um loucuras quando estamos apaixonados, mas nao da pra esquecer de tentar se preservar, de cuidar de si, so voce pode fazer isso pela sua propria vida de uma maneira efetiva, se voce nao pensa em se preservar, talvez outras pessoas nao queiram fazer isso por voce!… Eh bom que algum amigo nos lembre dessas coisas de vez em quando, as vezes nao costumamos dar muita bola pra o que ouvimos por ai! bjin =*

  2. Dimitri agosto 14, 2009 às 01:27 #

    Tem um video meu ai pela internet!! So nao digo onde. Hueheuheuheuhe.

  3. Sylvia Arcuri outubro 24, 2009 às 03:04 #

    Os melhores momentos ficam nas nossas “huellas digitales”, siempre!

  4. Larissa dezembro 23, 2009 às 14:04 #

    Lembrem-se que as melhores fotos, dentro de quatro paredes, são feitas pela memória e daí ninguém pode tirá-las.

    Gostei muito desse trecho, rs

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